Relatório IAASTD – Novas perspectivas para o uso da terra?
O nome complicado do relatório acima significa, em português, Avaliação Internacional do Conhecimento, da Ciência e da Tecnologia no Desenvolvimento Agrícola, e é uma complexa iniciativa do Banco Mundial, em parceria com organizações multilaterais (FAO, PNUD, GEF, PNUMA, OMS e UNESCO), representantes de governo, da sociedade civil, do setor privado e cientistas do mundo todo, unidos para discutir, entre outras coisas, como tornar a agricultura uma fonte real de alimentos nutritivos, com preços acessíveis, e de forma sustentável ambiental e socialmente.
Um trabalho dificílimo, aprovado em 2008, em Johanesburgo, mas que vem sendo sistemática e propositalmente “esquecido” por apresentar resultados no mínimo desagradáveis para a indústria do agronegócio no mundo todo. Um desses apontamentos é que manter o modo como se pratica a agricultura hoje, a agricultura industrial, baseada na monocultura e com uso intensivo de fertilizantes e pesticidas, não é mais uma opção válida.
Para falar sobre esse relatório tão pouco conhecido e divulgado, e também sobre questões intrínsecas a ele, como biodiversidade, transgênicos e as alternativas a esse modelo, convidamos Rubens Nodari e Marijane Lisboa, respectivamente, professor de Recursos Genéticos Vegetais da UFSC e professora do curso de Relações Internacionais da PUC-SP, para falarem durante a conferência “O que é política verde hoje?”, na mesa que falava sobre as novas perspectivas para o uso da terra.
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