O agora ex-diretor Thomas Fatheuer se despediu do Brasil após sete anos na Fundação e 18 no país, período durante o qual teve intenso contato com as questões ligadas ao socioambientalismo, através de parcerias com atores estratégicos e atuantes na política nacional. A mudança foi anunciada durante a conferência “O que é política verde hoje?”, em abril no Rio. O evento contou com a presença da deputada federal do Partido Verde Alemão Bärbel Höhn, e da diretora geral da Fundação em Berlim (Alemanha), Barbara Unmüssig. Esta homenageou Fatheuer: “Se nós, como Fundação, temos hoje um perfil e uma identidade política no Brasil é graças ao trabalho do Thomas. “
“A mudança na direção não alterará o perfil da Fundação Heinrich Böll no Brasil. Ela segue tendo como valores a ecologia e a sustentabilidade, a democracia e os direitos humanos, a equidade de gênero e a justiça social”, afirma o novo diretor. “Desde 2000, quando o escritório do Rio de Janeiro foi inaugurado, e juntamente com nossos parceiros, temos buscado contribuir para a promoção das ideias de democracia e de justiça social e nos engajado por um modelo de desenvolvimento sustentável, apto e imprescindível para o Brasil do século XXI. A mudança climática será a questão política chave das próximas décadas. Ela ultrapassa a ‘questão ambiental’ para afetar e determinar as políticas sociais e econômicas dos países. Este é um processo global, e o Brasil nele desempenha um papel chave.”
A Fundação Heinrich Böll é uma organização política, sem fins lucrativos, que se entende como parte da corrente política verde, representada na Alemanha pela coalizão partidária Aliança 90 / Os Verdes. Dentro e fora da Alemanha, a Fundação busca parcerias estratégicas com aqueles que compartilham os valores da entidade, e age de forma independente, inclusive com relação ao próprio partido. Sua sede fica em Berlim, mas atua como ator internacional no debate de ideias e na prática de atividades.